terça-feira, 27 de outubro de 2015

Como eu estudo?

Alunos do Ensino Médio, neste post vocês encontram um roteiro de como estudar história e, em seguida, os conteúdos específicos das provas P2 deste semestre:
- A melhor forma de estudar é exercitando habilidades importantes como ler e produzir textos:

● Leia os textos separando-os em tópicos. Não tente ler um capítulo inteiro para então decidir o que fazer com ele.
● Produza pequenos textos que signifiquem o que você acabou de ler. No começo pode parecer difícil, mas ao repetir este exercício tudo parecerá mais simples.
● Procure nos textos relações de causa e efeito, identificando as razões que foram determinantes para que os eventos acontecessem de uma forma especifica.
● Ao identificar uma causa você está pronto para escrever um texto explicativo. Isto é, você pode dizer por que algo aconteceu e como aconteceu.

- Na maioria das vezes as questões de História vão até aqui - pedem para você explicar como e por que um processo histórico ocorreu. Questões mais elaboradas podem solicitar que você relacione eventos distintos, ou ainda podem pedir que você avalie, julgue e analise as posturas e ações daqueles que fizeram a história. Nesses casos pode ser necessário:

● Organizar os fatos históricos, reconhecendo o que é mais relevante.
● A partir do que teve mais importância, é preciso escrever um texto que será uma síntese do que foi lido.
● O resultado nesses casos é uma reorganização que apresenta novas hipóteses, defesas de pontos de vista, argumentos e ideias. Este é um texto de autoria que diz muito do que o aluno aprendeu sobre os conteúdos trabalhados.

Conteúdos específicos:

- 12º ano: final da Segunda Guerra Mundial e a fundação da ONU; o Pós-Segunda Guerra no Oriente Médio (questão árabe-israelense - texto entregue em aula); o período liberal democrático do Brasil (1945-1964);

- 11º ano: transferência da corte portuguesa ao Brasil; o Congresso de Viena; período joanino e a independência; construção do Estado brasileiro (esquemas de lousa sobre o tema);

- 10º ano: os árabes e o Islã; movimento cruzadista; renascimento comercial; monarquias centralizadas da Europa; formação dos Estados Nacionais Modernos;

Bom trabalho!
Prof. Helio Moraes.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sobre a formação de Portugal e Espanha (II)

Olá Turma,


NO post anterior descrevi a formação de Portugal, agora vamos falar da Espanha!

Observando o mapa ao lado podemos conferir o avanço do Reino de Leão e Castela em direção ao sul da Península Ibérica, o que também acontece com o Reino de Aragão.

Note também que o território de Portugal se amplia bastante e chega ao limite meridional da península.

A Espanha vai concluir seu processo de unificação dos Reinos ao expulsar, em 1492, os árabes muçulmanos do território denominado no mapa de Granada. Este é também o ano em que Colombo cruza o Atlântico, em busca de um novo caminho para as Índias e descobre um novo continente...

A ideia mais forte até aqui, é a de que as lutas dos Reinos de Portugal, de Leão e Castela, e de Navarra e Aragão, pela Reconquista da Península Ibérica, foram determinantes para a formação e unificação dos Estados Modernos de Portugal e Espanha.

Gosto de pensar que é pela negação do elemento estranho (no caso, o muçulmano), que se formam os sentimentos de nacionalidade dos portugueses e espanhóis. Como já discutimos nas aulas, o conceito de nação tem a ver com um sentimento de pertencimento do indivíduo no grupo em que está inserido.
Me parece que esta tese se fortalece quando olhamos para os mapas postados aqui. O que vocês acham?

Abraço,


Helio.

Sobre a formação de Portugal e Espanha (I)


Como vimos em nossas aulas, grande parte da Península Ibérica estava, desde o século VIII, dominada pelos muçulmanos. Na península, os cristãos ocupavam as terras do norte onde se formaram os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão.
Com as Cruzadas, a partir do século XI, a luta contra os mouros (nome pelo qual eram chamados os muçulmanos instalados na Península Ibéria) começou a ter resultado.
Esta luta, chamada de Reconquista, é o motor que movimenta a formação dos territórios de Portugal e Espanha. Pode-se dizer que é na luta contra os árabes muçulmanos que se fortalece um sentimento de identidade, por um lado, de portugueses e, por outro, de espanhóis.
O rei de Leão e Castela, em reconhecimento a um nobre que lutava contra os mouros, doa a ele o Condado Portucalense.Este nobre, Afonso Henriques, senhor do condado, que deveria obedecer as leis de suserania e vassalagem, revoltou-se contra seu suserano e declarou-se rei! No entanto, continuou a luta contra os mouros. Ajudado pelos soldados da Segunda Cruzada, que passava pelo litoral português, conseguiu libertar Lisboa dos muçulmanos e a cidade passou a ser a capital do Reino de Portugal.
O rei português controlou os nobres e aproximou-se dos burgueses, protegendo o comércio. Em meados do século XIII, Portugal estava completamente formado: a conquista do território terminara e o país era governado por um rei fortalecido. Nenhum monarca europeu, naquele momento, vivia uma situação igual.
Observe no mapa o processo de Reconquista: na primeira imagem os cristãos estão restritos ao norte da península; na segunda imagem, mais da metade do território foi conquistado. Já é possível localizar Portugal e as importantes cidades do Porto e de Lisboa.
Na próxima postagem, explico melhor a formação do Reino da Espanha.
Abraço!

domingo, 31 de maio de 2015

Ainda o Jacques Le Goff e a Idade Média!

Segue a continuação do texto de Jacques Le Goff:

A Idade Média realizou uma curiosa combinação entre a diversidade e a unidade. A diversidade é o nascimento da França e da Alemanha, a partir do século IX, da Inglaterra, no final do século XI, e também da Espanha, quando Castela e Aragão se uniram pelo casamento de Isabel de Castela e Fernando de Aragão, no final do século XV. A unidade vem da religião cristã, que se impõe por toda parte.
Houve também a difusão do ensino. As universidades eram o lugar do ensino superior e, ainda hoje, em toda parte, ainda se configuram como o lugar onde este ensino é difundido. A Idade Média foi o período no qual surgiu e foi construída a Europa. Se cada período de civilização tem um papel, uma missão, no conjunto do desenvolvimento histórico, podemos dizer que a missão da Idade Média foi a de permitir o nascimento da Europa. Não é por acaso que o termo “Europa”, pouco freqüente nos escritos da Idade Média, surge na metade do século XV, no título de um tratado do Papa Pio II. Sob esse aspecto, podemos considerar que esse momento – o século XV – é um primeiro término da Idade Média.

Convido todos a confrontarem este texto com o de Eric Hobsbawm, historiador inglês, postado neste blog em 15/10/2008. É uma outra história da Europa.


Clica e vai!
Abraço.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Jacques Le Goff e a Idade Média

Aos alunos do 7º ano que estão estudando a Idade Média:

A seguir, uma edição, em duas partes, do último capítulo do livro "A Idade Média explicada aos meus filhos", do medievalista que é referência central da corrente historiográfica conhecida como "Nova História":


Para ler a imagem e a fonte, clique para ampliar

O NASCIMENTO DA EUROPA (Parte I)

A Idade Média é, portanto, um longo período: aqueles que não acreditam que ela se prolongue até o final do século XVIII, como eu penso, com o nascimento da indústria moderna e a Revolução Francesa, admitem, no entanto, geralmente, que ela se estenda por dez séculos, do V ao XV - mil anos!
Esse longo período conservou o nome que lhe foi dado pelo Renascimento e que tinha, no começo, um sentido pejorativo: vimos que algumas pessoas, ainda hoje, consideram a Idade Média como uma época cruel ou tenebrosa, ao mesmo tempo violenta obscura e ignorante. Sabemos, atualmente, que essa imagem é falsa, mesmo que tenha existido uma Idade Média da violência: não apenas conflitos e guerras entre grupos e países, mas violências contra judeus, com o começo do anti-semitismo, e repressão contra os rebeldes aos ensinamentos da Igreja, aqueles que eram chamados de “hereges”, por meio da Inquisição. As cruzadas, evidentemente, também fazem parte do balanço negativo.
Mas a Idade Média foi também, acho até que principalmente, um grande período criativo. Podemos ver isso nos domínios da arte, das instituições, sobretudo das cidades (por exemplo, nas universidades), ou ainda no campo do pensamento – a filosofia que chamamos de “escolástica” atingiu altos patamares do saber. Também vimos até que ponto a Idade Média criou “lugares de encontro” comerciais e festivos (as feiras, as festas), que continuam a nos inspirar.

Paro hoje por aqui. Já deu para reconhecer algumas idéias vistas em aula, não é?
Até o final da semana retomo esta escrita.
Abraço!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Neil Young sabe tudo!

Aos alunos do 11ºano, que certamente conhecem Neil Young...

Ouçam a música "Cortez The Killer", nesta interpretação de Grace Potter com o guitarrista Joe Satriani. Acompanhe a letra e, se tiver dúvida, leia a tradução a seguir. Tem tudo a ver com o processo histórico chamado de Conquista da América, que estamos estudando esta semana.
Este bloggeiro quer agradecer a colaboração da professora de inglês Mara Bussotti, do Ensino Fundamental II e Médio do Colégio Santa Maria, que gentilmente revisou a tradução da letra da música.


Aumentem o volume!..!



Cortez The Killer
He came dancing across the water
With his galleons and guns
Looking for the new world
In that palace in the sun.
On the shore lay Montezuma
With his coca leaves and pearls
In his halls he often wondered
With the secrets of the worlds.
And his subjects gathered 'round him
Like the leaves around a tree
In their clothes of many colors
For the angry gods to see.
And the women all were beautiful
And the men stood straight and strong
They offered life in sacrifice
So that others could go on.
Hate was just a legend
And war was never known
The people worked together
And they lifted many stones.
They carried them to the flatlands
And they died along the way
But they built up with their bare hands
What we still can't do today.
And I know she's living there
And she loves me to this day
I still can't remember when
Or how I lost my way.
He came dancing across the water
Cortez, Cortez
What a killer.

Cortez o assassino

Ele veio dançando sobre a água
Com seus galeões e armas
Procurando o novo mundo
Naquele palácio no Sol.

No litoral repousa Montezuma
Com suas folhas de coca e pérolas
Em seus salões, ele sempre ponderava
Sobre os segredos dos mundos.

E seus súditos se reuniam em volta dele
Como as folhas em torno de uma árvore
Em suas roupas de muitas cores
Para que os deuses zangados vissem.

E todas as mulheres eram lindas
E os homens de pé e fortes
Eles ofereceram a vida em sacrifício
Para que outras pessoas pudessem ir em frente.

O ódio era apenas uma lenda
E a guerra nunca foi conhecida
As pessoas trabalharam juntas
E levantaram muitas pedras.

Os levaram para a planície
E eles morreram ao longo do caminho
Mas eles construíram com as próprias mãos
O que nós ainda não podemos fazer hoje.

E sei que ela está vivendo lá
E me ama até este dia
Eu não consigo me lembrar quando
Ou como perdi meu caminho.

Ele veio dançando pela água
Cortez, Cortez

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Orientação de estudo - alunos do 7º ano



Olá alunos(as),

Esta orientação quer te ajudar a estudar para o exercício de avaliação que faremos na próxima semana.
Se vocês quiserem se orientar pelo livro didático, o que é recomendável, os temas são os seguintes:

- A formação da Europa feudal; os francos; o Império de Carlos Magno; o conceito de feudo e a sociedade feudal (pág. 20 até 31);

- Os árabes e o islamismo; a Arábia pré-islâmica; Maomé e o surgimento do islã; a sucessão do profeta e a divisão do islã (pág.44 até 49);

- Os princípios do islamismo; a mulher no islã; a valorização do conhecimento (pág.53 até 58);

Além da leitura das páginas acima, é importante retomar as anotações de aula e os exercícios que fizemos.

Para estudar é importante produzir uma escrita de sua autoria. Isto é, escreva o que você entendeu sobre os principais temas e, depois, confira se sua escrita representa bem o texto que você leu antes.

Se houver dúvidas, você pode usar este espaço para conversarmos. Escreva uma pergunta no espaço reservado para os comentários. Você pergunta e eu respondo!

Boa leitura e bom trabalho!

Abraço!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Conteúdos para a avaliação P4

Olá Alunos,

Escrevo para orientar o olhar de vocês sobre o que estudar para a avaliação P4. Seguem abaixo os conteúdos, separados por série, e algumas localizações sobre o entendimento que vocês devem ter sobre os conteúdos, intervalos de páginas no livro didático e materiais de apoio que precisam ser relidos.
Todos os conteúdos foram abordados em todas as turmas. Como de costume, vocês podem esperar uma avaliação honesta e sem pegadinhas. Do meu ponto de vista, a avaliação é mais um momento no qual o aprendizado pode ocorrer.
Boa leitura!

10º ano

- formação e expansão do Estado Árabe; características da religião muçulmana: entender a formação do Estado árabe, as características da religião islâmica e o processo de expansão dos árabes após a morte de Maomé;

- feudalismo: Caracterizar o feudalismo destacando as dinastias: merovíngia e carolíngia; é importante marcar a questão da aliança entre os francos e a Igreja Católica, na formação de uma cristandade ocidental na Europa; examinar a criação dos cargos administrativos, por parte de Carlos Magno, que vão dar origem à nobreza feudal;

- o movimento das Cruzadas: Identificar suas características e conseqüências; discutir as Cruzadas como um movimento imperialista da Igreja Católica;

- O renascimento comercial europeu: pág. 194-197.

- Economia, sociedade e cultura medieval: capítulo 8 do livro pág.201-206.

- Texto escrito pelo professor, entregue e trabalhado em aula: Crise do feudalismo nos séculos XIV e XV;

11º ano

- A Revolução Industrial Inglesa:

- Entender como se processou a Primeira Revolução Industrial e sua importância na consolidação do modo de produção capitalista;

- O Iluminismo:

- Caracterizar o Iluminismo como forma de reflexão sobre as questões inerentes ao homem e às sociedades;
- Entender o liberalismo econômico e como ele se contrapõe ao mercantilismo;
- Estudar o conteúdo no livro e retomar a “Atividade sobre o Iluminismo: teoria para orientar a prática”, material de apoio entregue em aula;

- Transferência da corte portuguesa (1808):

- rever esquema de aula;
- D. João VI no Brasil: rever esquema de aula;
- Capítulo 21: Rio de Janeiro, sede da monarquia portuguesa (1808-1821) – pág. 420; Revolução Haitiana – pág. 423; Congresso de Viena – pág. 425/426; Revolução Pernambucana – pág. 433.



12º ano

- Oriente Médio e Norte da África no pós Segunda Guerra: analisar a questão do Oriente Médio e Norte da África no pós Segunda Guerra: Egito, Israel, Argélia e Irã – reler complemento teórico entregue em aula;

- Revolução Cubana: entender a Revolução Cubana de 1959 no contexto da Guerra Fria – pág. 707-709 do livro didático;

- O chamado Período Democrático no Brasil: 1945-1964:

● Governo Eurico Gaspar Dutra;
● O segundo governo de Getúlio Vargas;
● O governo de Juscelino Kubitschek;
● Os governos Jânio Quadros e João Goulart.

- O golpe militar de 1964 no Brasil: a construção da ditadura; rever esquemas de aula; estudar pelo livro didático: pág. 735-744;

- O governo militar:

- Governo Castelo Branco: rever esquemas de aula;

- Governo Costa e Silva: rever esquemas de aula até o AI-5;

Abraço,
Helio Moraes.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Esquema de aula sobre Astecas e Incas

Para os alunos do 11º ano, seguem abaixo os esquemas de aula que trazem algumas informações básicas sobre os Astecas e os Incas:

Astecas
Localização no tempo e no espaço

- Os Mexicas ou Astecas submeteram os toltecas e os maias, a partir do século XIII. Restaram ainda áreas isoladas e a península de Yucatán.

- América Central (região central e sul do atual México)

Características:

- Em homenagem ao sacerdote Tenoch construíram sua capital Tenochtitlán.

- Formaram um grande Império baseado nos pesados impostos.

Sociedade

- O rei comandava o exército e a sociedade.

- Chefes guerreiros e sacerdotes compunham a nobreza.

- A maior parte da sociedade era formada de agricultores, pequenos comerciantes e artesãos, que trabalhavam na construção de obras públicas e prestavam serviços militares.

Realizações

- Construíram pirâmides, produziram peças em ouro e prata.

- Conheciam a matemática e a astronomia.

- Criaram um calendário com mais de três metros de diâmetro esculpido na pedra: a pedra do sol, enterrado pelos espanhóis e descoberto no século XVIII, na Cidade do México.

Religião

- Politeísta

- Papel central nas relações entre o Estado e a sociedade.

- A guerra era sagrada. Por meio dela se obtinham escravos para o sacrifício humano.

- Os mortos em sacrifício ou os que morriam em combate tinham sua entrada garantida no Império do Sol, espécie de paraíso asteca.

Incas

                                                                                              Mapa de cuzco
Localização no tempo e no espaço

- A partir do século XII os incas fundaram um grande império.

- Região do Peru, Equador, Bolívia, parte do Chile e da Colômbia.

Características

- A capital Cuzco, significa o umbigo (centro) do mundo.

- O Império Inca era dividido em províncias e cada uma delas tinha uma capital.

Sociedade

- O Inca era o filho do sol e este nome identificava o soberano que reinava sobre o povo quíchua no Peru.

- A sociedade era dividida em três grupos: o do soberano e seus descendentes; o da aristocracia, de onde saíam os altos sacerdotes, militares e políticos, além de uma nobreza inferior, de onde saíam chefes regionais; e a seguir a massa da população, composta por agricultores, artesãos e, por último, os escravos, obtidos na guerra.

- A população vivia em pequenas comunidades agropastoris, formadas por conjuntos de famílias, o Ayllu, que era chefiado pelo Curaca. Este então devia obrigações diretas ao Inca.

- O Inca interferia no cotidiano das pessoas: fixava a idade de casamento, a data dos cultos religiosos, épocas das viagens e mudanças de domicílio.

Arquitetura

- A pedra foi o elemento básico das construções dos incas.

- Sem conhecer a roda, deslocavam imensos blocos de pedra de até 100 toneladas.

- Cuzco, no Vale Sagrado, era o mais importante centro administrativo e cultural do Império.

- A cidade de Cuzco foi construída na forma de um puma com uma fortaleza colossal no lugar da cabeça e a confluência de dois rios formando a cauda do animal. (mapa acima)

- Havia mais de 4000 km de estradas estreitas para a passagem de homens e lhamas.


- Construíam muros de arrimo em locais perigosos para evitar desabamentos e obras de irrigação em direção aos vales desertos. Construíram pontes elevadiças em grandes precipícios e aterros em pântanos.

Abraço!..!

Esquema de aula sobre os Maias

Para os alunos do 11º ano, segue abaixo um esqueminha que ajuda a localizar informações sobre os Maias:


Localização no tempo e no espaço

- Período Clássico na América Central (400 a 900)
- Península de Yucatán (região sul do atual México)

Características

- Origem ligada aos diversos povos que habitaram  a região desde 7000 a.C.

- Agricultores: estabeleceram grandes cidades a partir do ano 1000 antes de Cristo. Produziam milho, feijão, cacau, mamão, abacate, algodão e tabaco, além de vários tubérculos.

- Astrônomos: construíram observatórios e a pirâmide de Chichén-itzá que possui 30 metros de altura e quatro faces. Em cada uma delas há 91 degraus. Somados, eles são 364, e o último degrau representa o último dia do ano, comum a todos os lados.

- Matemáticos: criaram um número equivalente ao zero. Seu sistema de numeração de base vinte era simbolizado por pontos e barras.

- Conquistas: em 200 a.C. submeteram povos como os olmecas, zapotecas, mixtecas e teotihuacanos. Tinham mais de 200 cidades na região hoje ocupada pelo México, Guatemala, Belize, Honduras e El Salvador.

Sociedade

- Nas cidades viviam a família real, os governantes e os servidores do Estado como os sacerdotes e cobradores de impostos.

- Na área rural viviam os agricultores e trabalhadores braçais que vinham para a cidade para celebrar rituais religiosos.

- Desenvolveram a cerâmica, a escultura, a arquitetura (construíram templos, palácios e pirâmides gigantescas).

- Um dos principais legados é o urbanismo. Cidades tinham a praça do mercado. As habitações para os plebeus eram bem espalhadas e formavam grandes bairros ao redor da parte central da cidade. 

- Os toltecas conquistaram a região por volta do século X e houve uma fusão das duas culturas.

- Os toltecas cultuavam o deus Quetzalcoatl, uma serpente emplumada que depois seria incorporada aos cultos maias.

Religião

- Eram politeístas e a cidade é o centro político-religioso.
- A tradição e o ensino eram de responsabilidade dos líderes religiosos, que construíram escolas comunais em todos os bairros das cidades.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ascensão do Fascismo

Alunos do 12º ano, segue abaixo o trabalho de fichamento do texto que é parte do livro "Mussolini e a Ascensão do Fascismo", do historiador Donald Sassoon. O fichamento foi enviado pelo aluno Guilherme Cipriano. Esclarecimentos e dúvidas podem ser postados no campo destinado aos comentários. Abraço!

Ascensão do fascismo  
Fichamento :
  • Marcha sobre Roma – Mussolini é designado primeiro ministro; o Duce fingia ter tomado o poder pela força; ideia de Revolução (Camisas negras);
  • Um novo estilo de Revolução.
  • Estado dos italianos – Império em formação – Século de Mussolini .
  • “Revolução Fascista” fracassa – Mussolini = marionete nazista.
  • Mussolini foi criado pela história.

O texto de Donald Sasson trata do surgimento do fascismo com Mussolini, mostrando o cenário em que surgiram os motivos de sua ascensão.
Mussolini foi designado primeiro ministro, o futuro Duce, cargo dado a ele pelo rei Vitor Emanuel III.  Mussolini, embalado pela Revolução Bolchevique, fingia que o cargo havia sido tomado pela força e não designado a ele, a fim de dar um caráter revolucionário e heroico ao seu governo. Ele dizia que os Camisas Negras tomaram todo o território italiano e tratava sua designação como sendo “ato inquestionavelmente revolucionário”.
O Estado em formação e o Império do novo Duma geram um regime criado pela própria nação, o Estado dos italianos.
Vinte anos depois,  Mussolini se encontra derrotado, sendo apenas uma marionete nazista, e a Itália fracassa. Mussolini assume que sua Revolução não foi o melhor caminho para o Fascismo.
Tendo o apoio da imprensa, Mussolini inicia um novo modo de governar, um governo forte e ditatorial, pois a Itália, naquele cenário, não poderia ser governada por um governo normal, pois não era mais  um Estado normal.
A ascensão de Mussolini se torna inevitável já que a imprensa internacional era  favorável a ele, para evitar o comunismo. Churchill, em uma visita ao Duma, encantado com o Estado, afirma que se fosse italiano estaria com Mussolini.

“Mussolini não teria feito história se não fosse construído pela história”.  Com o mundo evitando o comunismo e com os liberais, a monarquia e a igreja com olhos vendados, criou-se o cenário perfeito para um homem cheio otimismo e convicção:  Mussolini.

Nazismo - a grande guerra das raças

German soldier from ww2. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:German_soldier_from_ww2.png

Aos alunos do 12º ano: segue abaixo o trabalho de fichamento do texto "Nazismo - a grande guerra das raças", dos alunos Matheus Duarte, Matheus Souto, Rodrigo Lowy, Patrick De Simone e Gustavo Kenzo.


A guerra era a concepção política em que todo o nazismo se apoiou. Um objetivo constante para Hitler, que se referia a ela como “eterna”, ou até mesmo “cotidiana”. Os nazistas aceitaram como verdade absoluta que o avanço só vinha com guerra. Eles explicavam que a guerra era o único meio dos alemães ocuparem seu espaço vital de superioridade. Ou seja, para matriz ideológica nazista era vital uma guerra.
Para que a guerra fosse atiçada no coração do povo alemão, era preciso que fosse colocado em suas cabeças que eles eram um povo que estaria sendo oprimido por outro, como os judeus, os russos, etc. Povos estes que eram indicados como inferiores.
Mas como fazer o povo acreditar que estaria sendo oprimido? A táctica de Hitler se baseou em martelar diversas vezes essa concepção falsa nas cabeças dos alemães, até que estes acreditassem. Para isso foi usado inúmera propaganda chamativas que passavam uma mensagem forte, onde o racismo e a necessidade de aniquilação de um suposto “opressor” não se escondiam.
Mas era necessário algo mais implícito também, algo escondido nas mais variadas formas de arte. Pinturas, esculturas, músicas e até mesmo cinema foram usados para manipular e fixar uma ideia de que o povo alemão estava sendo oprimido. Muitas dessas obras ressaltavam Hitler como um líder e como alguém que precisa ser seguido, como na imagem que o mesmo fora retratado como um cavaleiro teutônico, com armadura e bandeira com cruz gamada na mão direita... Fato que não bate com a realidade, já Hitler jamais havia montado a cavalo. Essas obras chamavam atenção para a paixão pela guerra, que Hitler usava como pilar político, e iminência do combate, além de mostrar o perfil narcisista de Hitler.
Tudo isso foi feito para invocar o espírito guerreiro e patriótico alemão, e explicitar a glorificação da guerra e do heroísmo que o nazismo primava.
É interessante perceber que, ao perder a guerra, Hitler retirou tudo que havia falado da superioridade alemã em relação aos outros povos, argumentando que os alemães não estiveram à altura de sua missão, cabendo a vitória ao povo mais forte e decidido, o russo.
Os homens supérfluos
Politica do terror nos campos e na sociedade para produzir um “cidadão-modelo do Estado totalitário”


“finalidade” principal foi perdida (caráter experimental) tornando-se uma máquina de morte.


SA: primeiros campos de concentração (administração irracional e sádica).


SS: antes apenas guarda de Hitler, tornou-se a principal força do exército nazista.
  • Orientação racional de exploração e destruição física e moral dos seres humanos.
  • Usavam a violência para forçar o dominado a desejar sua submissão e abandonar sua identidade.
  • Tinham funções políticas e administrativas (confisco de terras, política de colonização, extermínio de pessoas nos territórios conquistados, setores da economia e administração do país).


Perseguidos: Presos políticos, grevistas e sabotadores; mais tarde também entraram neste grupo: judeus, ciganos, presos comuns, doentes mentais, padres e clérigos, e homossexuais.
Os dominados eram diferenciados triângulo colorido, com objetivo de desmoralizar os diferentes grupos (para haver um rebaixamento de níveis entre eles mesmos e evitar o cooperativismo).


Números: 18 milhões de pessoas passaram pelos campos.
    -11 milhões morreram
    - 6 milhões eram judeus
Auschwitz-Birkenau foi o “principal” centro de triagem dos judeus (2 milhões mortos) e um dos maiores campos de concentração.
- um complexo industrial foi construído, dirigido pela SS.
"O envenenamento vai crescendo continuamente..."


O Antissemitismo já existia (de forma mais moderada), mas antes o inimigo número um era o socialismo. O Nazismo muda essa ordem.


Propagandas eram eficientes, convenciam as pessoas de que os judeus eram os culpados pelo estado caótico do país.


Imagem destrutiva do judeu: quando comerciante, explorava os trabalhadores e quando operário, incitava os companheiros a entrar em greve.


A violência era encorajada pelas autoridades (assim não ficavam com sentimento de culpa, aliás, achavam que estavam certos).


Os comandados submetiam-se prazerosamente às autoridades. Eles as tinham como inquestionáveis.


A história da Alemanha passa a ser contada como um mito.

Hitler acreditava que era preciso haver a morte da raça impura para q ela não viesse a contaminar/prejudicar a raça pura no futuro.

Se a Alemanha não ganhasse a guerra o povo alemão deveria ser destruído e também deveria destruir tudo: contabilidade bancária, silos, fábricas, fazendas. Tudo isso era chamado de política "terra arrasada".


O direito a morte das pessoas da raça impura foi tirada delas por Hitler.

Nazismo - o triunfo da vontade


Olá alunos do 12º ano, segue abaixo o trabalho de  fichamento feito pelos(as) alunos(as) Bárbara Farias, Fernanda Lopes, Matheus Pepe e Lilian Raymundo:

O livro “O triunfo da Vontade” de Alcir Lenharo, tem o nazismo como tema principal e dele podemos retirar um trecho, que argumenta sobre o papel da massa popular no governo totalitário de Hitler.  
A primeira parte do texto, chamada “A Celebração das Massas” fala sobre o uso de todos os eventos, desfiles e manifestações com a participação do povo para mobilizar as pessoas a favor do nazismo e acabar com o senso crítico da população.
Hitler acreditava que todos deveriam pensar no bem do estado, respeitá-lo obedecendo às ordens, sem questionamentos.. 
Estes espetáculos reforçavam o nazismo, pois mobilizando as massas, os soldados perdiam o medo da possibilidade de ter que lutar contra o povo. O uso do uniforme, por exemplo, dava a impressão de uma comunidade unida e solidária. Os que não participavam dos eventos deveriam se sentir culpados por não fazer parte de uma sociedade tão maravilhosa.
Hitler também elaborou um símbolo para seu governo, o símbolo da suástica. Ele lembrava uma cruz em movimento, que simbolizava a energia, a luz e o caminha da perfeição. 
Todos os acontecimentos eram organizados nos mínimos detalhes pelo próprio ditador e ganharam um sentido de ritual, pois aconteciam sempre da mesma forma, com os mesmos hinos nazistas. Essas músicas, cantadas pelo povo presente, eram tomadas pelo sentimento do único e coletivo, e o individualismo desaparecia. Dois exemplos são "Deutschland über Alles" e "Hort Wessel Lied".
Foram até construídos templos monumentais nazistas, o maior deles fica em Nuremberg e se chama Zeppelinfeld.
Com o tempo, estes eventos foram desenvolvendo cada vez mais um caráter de culto religioso, onde o militante era visto como parte desta religião hitlerista. E onde o massacre da liderança da SA pode ser comparado com o ritual do batismo de sangue, por exemplo, no cristianismo.

A Segunda parte do texto, “O Culto dos Mortos e dos Vivos”, aborda os seguintes aspectos:
  • Cerimônias fúnebres noturnas que tinhas recursos ligados à religião;

  • Comemoração em homenagem às vítimas do Putsch de Munique (1923);

  1. Reprodução do Putsch em 09/11/1935
  2. Recursos teatrais usados para mostrar apenas o que convém – manipulação da população

  • Discursos grandiloquentes ligados à religiosidade e a purificação da nação;

  • O ritual da consagração da nova bandeira alemã, que era visto como uma transfusão mística fazendo analogia a consagração do pão;

  • A celebração das honras fúnebres, onde Hitler era visto como um Deus com sua missão redentora (“No ponto alto do espetáculo, o grande sacerdote mantinha-se imóvel”);

  • Hitler se apresentando como um grande guia condutor da fé, o que torna o Estado sagrado;

  • Forjador da vontade coletiva, apropriador de vontades, a quem se obedece cegamente, o que torna o Estado sagrado;

  • Como Hitler era visto aos olhos dos fiéis: “Sua vontade é efetivamente a vontade de Deus”, ”novo Redentor”, “como um Deus descendo sobre a Terra”;

  • Através da teatrologia política as pessoas eram convencidas de que o que o Estado fazia era da vontade de todos e para o bem da nação, mesmo que ia contra a razão.