sábado, 15 de setembro de 2012
Sala de Imprensa na Semana Pe. Moreau
A ideia das professoras de português Maria Carolina e Maria Cristina foi um sucesso: montar a Sala de Imprensa para ser operada pelos alunos do sétimo ano em tempo real, fazendo entrevistas, escrevendo os textos e revisando-os para então publicá-los durante o evento deu ares de uma verdadeira redação de jornal para um espaço que é, na verdade, a sala de aula de todos os dias!
O bolg de história dá boas-vindas ao exercício de leitura que os alunos fizeram do evento e escrita, com a orientação das professoras.
Abraço e boas matérias!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O Renascimento e as cidades
Museu da Inconfidência, localizado na Praça Tiradentes, em Ouro Preto - MG.
O Renascimento foi um movimeno cultural, social e econômico que contou com a participação ativa da burguesia e dos monarcas para a reativação das cidades como importantes centros de trocas. Olhar para as cidades, portanto, é de extrema importância para compreender o Renascimento.Nestas férias de julho aproveitei para fazer uma viagem que há muito já deveria ter feito: fui conferir as cidades de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais. Lá pude entender um pouco mais a influência da cultura barroca no pensamento e na sociedade que se produziu no Brasil Colônia, durante o século XVIII.
Resolvi falar disso com vocês neste momento em que estamos retomando nosso curso de história e nos preparando para conhecer um pouco das cidades que serão foco do nosso olhar, no próximo dia 10 de agosto, durante o estudo do meio.
Para a experiência movimentar nosso pensamento é importante que façamos uma imersão neste ambiente buscando, principalmente, o que nos causa estranhamento, o que não nos é familiar, a novidade e a diferença que podem se apresentar para nós!
É importante falar com as pessoas do lugar, ouvir os relatos dos guias locais e fazer perguntas, muitas perguntas... Mas lembremos de não nos colocar no lugar de quem está no centro, deixando sempre a periferia para o que não é espelho. Lembremos de procurar nos colocar no lugar do outro para entender seu ponto de vista. Vamos combater o etnocentrismo que pode exisir em nosso modo de pensar e agir. Só assim viveremos realmente a experiência de um bom encontro!
Abraço e bom retorno às aulas!
segunda-feira, 19 de março de 2012
Constantinopla e a Santa Sofia
Vista do lado europeu da atual Istambul, na margem esquerda do Estreito de Bósforo. Ao centro, a Catedral de Santa Sofia.
Olá meninas e meninos,
Começamos na semana passada a estudar o Império Bizantino e, como prometi, aqui vão algumas palavras e imagens para tratar deste conteúdo:
Constantinopla, centro político, religioso e econômico do Império Bizântino, é uma cidade cosmopolita. Nela, circulam mercadores e artesãos de diversas partes do mundo. Suas construções, como o palácio imperial, a catedral de Santa Sofia e o hipódromo (onde havia corridas de carros, caçadas simuladas, encenações dramáticas, torneios de cavaleiros) organizavam a vida da população da cidade, que no seu apogeu chegou a ter quase um milhão de habitantes.
Constantinopla é o oposto do que acontece na Europa ocidental cristã que, durante o feudalismo, vive o abandono das cidades, do comércio e da moeda.
As cidades vão ser importantes objetos de estudo no nosso curso de história. Espere um pouco... Ao avançarmos no tempo, veremos as cidades renascerem na Idade Média. Elas serão inovadoras, produzirão alguma igualdade e uma grande festa de trocas de todos os tipos. Assim como esta Constantinopla, que foi capital do Império Bizantino até 1453.
O historiador Jacques Le Goff, acredita que há mais semelhanças entre a cidade contemporânea e a cidade medieval do que entre a cidade medieval e a antiga.
Santa Sofia é a obra prima arquitetônica do imperador Justiniano. Veja abaixo, imagens e detalhes desta verdadeira obra de arte. Nos dias de hoje, Santa Sofia é um museu aberto a visitação; as orações islãmicas são feitas na Mesquita Azul construída a algumas centenas de metros dali.
A cúpula da igreja tem 31 metros de diâmetro e está suspensa a 54 metros de altura. Uma obra de engenharia fantástica e de rara beleza. A grandiosidade da Catedral reflete o que foi o Império Bizantino e sua importância na correlação de forças complicada durante a Idade Média. Principalmente se pensarmos nas implicações e enfrentamentos entre a Igreja Cristã Ortodoxa Grega, a Igreja Católica Apostólica Romana e o Islã, a partir do século VII depois de Cristo. A seguir uma visão exterior da Catedral de Santa Sofia num fim de tarde. Note que ao redor da igreja foram erguidos minaretes. Essas torres são um símbolo da cultura islãmica.
É isso. Dúvidas, perguntas, questionamentos são sempre muito bem-vindos.
E se você quiser ver mais imagens da Catedral de Santa Sofia, os links abaixo têm vídeos e fotos...
http://www.youtube.com/watch?v=6499FzOUXO4
http://www.youtube.com/watch?v=JrKZNBl8cTY&feature=related
http://natgeotv.com/pt/estruturas-antigas/galerias/basilica-santa-sofia-istambul
Clica e vai!
Abraço e boa semana!
Olá meninas e meninos,
Começamos na semana passada a estudar o Império Bizantino e, como prometi, aqui vão algumas palavras e imagens para tratar deste conteúdo:
Constantinopla, centro político, religioso e econômico do Império Bizântino, é uma cidade cosmopolita. Nela, circulam mercadores e artesãos de diversas partes do mundo. Suas construções, como o palácio imperial, a catedral de Santa Sofia e o hipódromo (onde havia corridas de carros, caçadas simuladas, encenações dramáticas, torneios de cavaleiros) organizavam a vida da população da cidade, que no seu apogeu chegou a ter quase um milhão de habitantes.
Constantinopla é o oposto do que acontece na Europa ocidental cristã que, durante o feudalismo, vive o abandono das cidades, do comércio e da moeda.
As cidades vão ser importantes objetos de estudo no nosso curso de história. Espere um pouco... Ao avançarmos no tempo, veremos as cidades renascerem na Idade Média. Elas serão inovadoras, produzirão alguma igualdade e uma grande festa de trocas de todos os tipos. Assim como esta Constantinopla, que foi capital do Império Bizantino até 1453.
O historiador Jacques Le Goff, acredita que há mais semelhanças entre a cidade contemporânea e a cidade medieval do que entre a cidade medieval e a antiga.
Santa Sofia é a obra prima arquitetônica do imperador Justiniano. Veja abaixo, imagens e detalhes desta verdadeira obra de arte. Nos dias de hoje, Santa Sofia é um museu aberto a visitação; as orações islãmicas são feitas na Mesquita Azul construída a algumas centenas de metros dali.
E se você quiser ver mais imagens da Catedral de Santa Sofia, os links abaixo têm vídeos e fotos...
http://www.youtube.com/watch?v=6499FzOUXO4
http://www.youtube.com/watch?v=JrKZNBl8cTY&feature=related
http://natgeotv.com/pt/estruturas-antigas/galerias/basilica-santa-sofia-istambul
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Abraço e boa semana!
quarta-feira, 7 de março de 2012
8 de março - Dia Internacional da Mulher - Dia da luta pela igualdade!
O Dia Internacional da Mulher está ligado às lutas pela melhoria
das condições de trabalho em todo o mundo. Solidárias, as mulheres
reivindicaram direitos para a construção de uma sociedade mais justa e
igualitária.
A origem histórica do Dia Internacional da Mulher, no
entanto, vem sendo distorcida no Brasil. O 8 de março é associado a um incêndio
que teria acontecido em 1857 em Nova York e provocado a morte de 129
trabalhadoras da indústria têxtil. De acordo com essa versão, elas teriam sido
queimadas vivas como punição por um protesto por melhores condições de
trabalho.
Entretanto, o protesto só ocorreu 51 anos depois, em 1908, e sem chamas. Já o incêndio aconteceu em 1911, de forma bem diferente da narrada pelos meios de comunicação. O fogo teve início não no dia 8, mas em 25 de março. Como destaca a socióloga Eva Blay, a combinação entre instalações elétricas precárias e produtos têxteis inflamáveis foi a causa do incêndio na Fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York.
A porta de saída da empresa estava fechada ostensivamente
para evitar que as operárias roubassem materiais ou fizessem pausas. Na
ocasião, morreram 146 pessoas – 125 mulheres e 21 homens, na maioria judeus. No
prédio onde aconteceu a tragédia funcionam hoje as Faculdades de Biologia e
Química da Universidade de Nova York. Uma placa fixada na fachada destaca que o
edifício possui significado nacional para os Estados Unidos. No dia 5 de abril,
apesar da chuva, houve um grande funeral coletivo que se transformou em
demonstração trabalhadora, com cerca de 100 mil pessoas.
Para saber mais acesse o site do Observatório da Imprensa:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/cobertura_fatos_e_controversias
Outro link interessante é o que trata da questão da violência de gênero (contra a mulher), do Instituto Maria da Penha. Saiba mais sobre a origem da lei que proteje as mulheres contra doméstica e a condecoreção recebida pelo Instituto na Espanha:
Ou ainda, conheça a história da Irmã Dorothy Stang através do site do Comitê Dorothy, que monitora os acontecimentos relativos ao assassinato da missionária estadunidense que defendia uma causa muito importante para o Brasil:
Clica e vai!
Abraço e o respeito às mulheres e suas lutas...
segunda-feira, 5 de março de 2012
Aliança de Carlos Magno com a Igreja
Ruas de Aachen com a Catedral ao fundo
Aachen é uma cidade alemã de 260 mil habitantes e localizada a 90 km de Colônia. Fundada pelos romanos nos séculos I e II, ela era famosa por suas fontes de água quente.
O povoado desenvolveu-se no século VIII, quando Carlos Magno escolheu Aachen para morar. Ele mandou erguer um complexo que incluía um palácio, uma capela e um pátio enclausurado.
Com a coroação de Carlos Magno como imperador em 800, Aachen tornou-se capital do Sacro Império Romano Germânico.O povoado desenvolveu-se no século VIII, quando Carlos Magno escolheu Aachen para morar. Ele mandou erguer um complexo que incluía um palácio, uma capela e um pátio enclausurado.
Entre os séculos 10 e 14, todos os reis germânicos foram coroados na capela do palácio, a Capela Palatina.
Capela Palatina
O palácio original de Carlos Magno não existe mais, pois foi destruído pelos Normandos, em 881. A única parte que restou foi a Capela Palatina. Inspirada na Igreja de São Vital, em Ravena, na Itália.
Segundo o historiador Hilário Franco Júnior, professor da Universidade de São Paulo, devemos ao Renascimento Carolíngio um fato fundamental para a cultura medieval:
"O
estabelecimento de um texto bíblico único. Até então, circulavam versões
incompletas da Bíblia, com traduções discordantes e um ordenamento dos livros
muito variável. A tarefa uniformizadora foi empreendida pelo maior nome da
época, o inglês Alcuíno (735-804). Ele baseou-se para tanto na versão latina
feita por São Jerônimo, na passagem do século IV ao V, dela eliminando
interpolações, revendo a tradução e corrigindo passagens. Surgiu assim o texto
bíblico que desde então se tornou o mais usado no Ocidente, ficando por isso
conhecido no século XIII por Vulgata
(“usual”). Também a pedido de Carlos Magno, Alcuíno reviu várias obras
litúrgicas, preparando o fim da
diversidade de ritos existente na Cristandade Latina." (Idade Média. O nascimento do Ocidente. Hilário Franco Júnior).
É isso turma. Este post é um complemento do anterior, sobre o Renascimento Carolíngio.
Abraço!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Os Quatro Evangelistas - Iluminura do ano de 820, Catedral de Aachen, Alemanha.
Olá meninas e meninos de 2012. Sejam bem vindos ao blog de história!
Estamos aqui
para desconstruir o mito da Idade Média como sendo a “Idade das Trevas”. Se ela
foi uma noite, então foi a mais resplandecente!
Como vimos em nossas aulas, houve uma estreita
relação entre Carlos Magno e a Igreja no ocidente europeu. Veja que a imagem acima faz referência ao trabalho de escrita dos evangelhos (para ver a imagem em tamanho maior clique sobre a mesma). A cultura clerical
foi muito importante no movimento que ficou conhecido como Renascimento
Carolíngio. E não estou falando apenas da hagiografia.
Este texto
intenciona mostrar que Carlos Magno queria fazer com que a sabedoria necessária
à compreensão das Sagradas Escrituras não fosse muito inferior à que deveria
ser. Melhorar o nível dos cléricos significava para a Igreja oferecer serviços
religiosos mais elevados e para o Império, servidores administrativos mais
eficientes. Por isso, o movimento era concentrado nas escolas monásticas e numa
escola criada no próprio palácio imperial.
Diante de
seus objetivos, o ponto forte deste movimento não era criar, mas redescobrir,
adaptar, copiar, por isso já se disse que a Renascença Carolíngia, ao invés de
semear, entesoura!
Cada
mosteiro, com a preocupação de ter um exemplar de determinadas obras
consideradas básicas, mantinha copistas que mesmo de forma demorada e custosa trabalhavam para formar
suas bibliotecas. Avanços na forma da escrita também aconteceram: houve a busca
de uma caligrafia mais prática, cursiva, que implicasse em menos detalhes, o
que resultou no tipo de letra utilizada até hoje e chamada minúscula
carolíngia, criada no mosteiro de Saint-Martin de Tours.
Com muito
esforço a Igreja organizou diversos reservatórios de cultura intelectual, pois
quase toda igreja de importância média tinha alguma coisa entre 200 e 300
livros. Pode-se dizer que, nos séculos seguintes ao Renascimento Carolíngio,
estes acervos foram a fonte na qual a intelectualidade buscou saciar-se.
A história é
filha de seu tempo, por isso cada época tem sua Grécia, sua Idade Média e seu
Renascimento.
Este início
de conversa e este lugar de diálogo pode (e precisa!) ser utilizado
para que o conteúdo fique mais claro para vocês.
Para isso,
perguntem. Tirem suas dúvidas e façam comentários. O blog é um espaço de diálogo, de reflexão e de aprendizado
para todos nós. Espero que aqui tenhamos bons encontros...
Abraço!
Texto adaptado do livro “Idade Média. O nascimento do Ocidente”, do prof. Hilário Franco Júnior – Editora Brasiliense, 2006.
Abraço!
Texto adaptado do livro “Idade Média. O nascimento do Ocidente”, do prof. Hilário Franco Júnior – Editora Brasiliense, 2006.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Zuma!
Seven Dials Goes Zuma
Published 18th Aug 2006 by Laura Creasey
Published 18th Aug 2006 by Laura Creasey
O poder de
Montezuma era algo que Cortez teve que aprender a conviver. Ele organizou a
chamada Tríplice Aliança que reunia as três cidades do vale do México: Tacuba,
Texcoco e Tenochtitlán. E estas resistiram bravamente à conquista enquanto
puderam.
Cortez se
esforçava para mostrar a tirania de Montezuma, fundada na força e na cobrança
de impostos dos povos dominados. Assim, as investidas dos espanhóis foram
confundidas com uma guerra de libertação que nunca ocorreu de fato. Os
espanhóis nunca intencionaram oferecer a liberdade aos ameríndios. Mas
precisavam derrotar o grande Montezuma e mostrá-lo como súdito do imperador
Carlos V, da Espanha. E para isso, a política de coexistência com o invasor que
Montezuma, de certa forma escolheu, ajudou Cortez.
Mesmo com a
morte de Montezuma, houve muita resistência. No entanto, o México foi
conquistado no dia 13 de agosto de 1521. Quando cessaram os combates os mexicas
eram só desespero, os índios apresados foram marcados a ferro nas faces, as
crianças foram afogadas ou pisoteadas e havia cadáveres por todo lado.
A história
do Novo Mundo ficou marcada pelo genocídio. A cruz não serviu para muita coisa
naquele tempo. A razão também não havia
fincado fortes raízes que fossem capazes de impedir os massacres. Felizmente,
nos dias de hoje tudo mudou e não convivemos mais com a guerra, com a morte
indiscriminada ou com o terror. Os homens já aprenderam a lição, não é mesmo?
Abraço!
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